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Sistema Nashville: a cifra em números

Escreva os acordes como graus e a mesma cifra serve em qualquer tom. Este guia mostra o que cada número quer dizer, como escrever os acordes diferentes e como a banda usa isso no palco.

O que é e por que as bandas usam

Uma cifra Nashville troca o nome de cada acorde por um número: o grau da tônica daquele acorde no tom da música. Em G, os acordes G, C e D são 1, 4 e 5. Em D a música usa D, G e A, e a cifra continua dizendo 1, 4, 5.

É essa a graça. O cantor quer um tom abaixo, o violonista põe o capotraste, entra um músico que lê em outro tom, e a cifra fica como está. Músicos de estúdio de Nashville começaram a usar números no fim dos anos 1950, e o crédito costuma ir para Neal Matthews, dos Jordanaires.

Os graus de um tom maior

Numere as notas da escala maior, começando pela nota do próprio tom. O acorde de cada nota é maior, menor ou diminuto, e esse desenho é o mesmo em todos os tons maiores: 1, 2m, 3m, 4, 5, 6m, 7°. O 1, o 4 e o 5 são maiores, 2m, 3m e 6m são menores, e o 7° é diminuto.

Graus Nashville e acordes em sete tons maiores
Tom12m3m456m7°
CCDmEmFGAmB°
DDEmF#mGABmC#°
EEF#mG#mABC#mD#°
FFGmAmBbCDmE°
GGAmBmCDEmF#°
AABmC#mDEF#mG#°
BbBbCmDmEbFGmA°

Leia uma linha para ver um tom. Leia uma coluna para ver o mesmo grau em todos os tons. Os doze tons estão na página campo harmônico de todos os tons.

Como escrever os outros acordes

  • Menor: o m vem depois do número. Em C, Am é 6m.
  • Sétimas e extensões: vêm depois do número, como vêm depois do nome do acorde: 2m7, 1maj7, 5sus4. Uma sétima dominante é o número e um 7, então G7 em C é 57. No papel o 7 vai elevado, para ninguém ler cinquenta e sete. O 7M do Cifra Club o GraceNote mostra como M7 depois do número: C7M em C vira 1M7.
  • Acorde com baixo: o baixo também é um número. Em C, C/E é 1/3 e F/G é 4/5.
  • Graus com bemol ou sustenido: uma tônica fora da escala maior ganha b ou # na frente. Em C, Bb é b7, Eb é b3 e Ab é b6. São acordes emprestados do tom menor paralelo, e aparecem bastante no rock e no louvor.

Tons menores

As cifras tratam o tom menor de dois jeitos. Umas contam a partir do maior relativo, e em Lá menor o acorde Am é 6m, porque A é o sexto grau de Dó maior. Outras contam a partir da tônica menor, e Am é 1m.

O GraceNote conta a partir da tônica do tom da música, então numa música em Lá menor o Am aparece como 1m. É a escala menor natural contada assim:

Tons menores naturais contados a partir da tônica menor
Tom1m2°b34m5mb6b7
AmAmB°CDmEmFG
EmEmF#°GAmBmCD
DmDmE°FGmAmBbC

Se uma cifra em Lá menor mostra 6m, foi escrita do primeiro jeito. Os mesmos acordes, com outro ponto de partida.

Progressões comuns

Meia dúzia de desenhos sustentam a maior parte das músicas. Aqui estão em graus, com os acordes em sete tons.

Progressões comuns em sete tons
GrausCDEFGABb
1 4 5C F GD G AE A BF Bb CG C DA D EBb Eb F
1 5 6m 4C G Am FD A Bm GE B C#m AF C Dm BbG D Em CA E F#m DBb F Gm Eb
6m 4 1 5Am F C GBm G D AC#m A E BDm Bb F CEm C G DF#m D A EGm Eb Bb F
1 6m 4 5C Am F GD Bm G AE C#m A BF Dm Bb CG Em C DA F#m D EBb Gm Eb F
2m 5 1Dm G CEm A DF#m B EGm C FAm D GBm E ACm F Bb
3m 6m 2m 5 1Em Am Dm G CF#m Bm Em A DG#m C#m F#m B EAm Dm Gm C FBm Em Am D GC#m F#m Bm E ADm Gm Cm F Bb
  • 1 4 5 (G C D em G). Três acordes. Hinos, country e blues se apoiam nela.
  • 1 5 6m 4 (G D Em C em G). Um dos laços de quatro acordes mais comuns no pop e no louvor. 6m 4 1 5 (Em C G D) e 1 6m 4 5 (G Em C D) usam os mesmos quatro acordes em outra ordem.
  • 2m 5 1 (Am D G em G). O caminho clássico de volta para casa: do dois para o cinco para o um. No jazz se escreve ii V I.
  • 3m 6m 2m 5 1 (Bm Em Am D G em G). Veja o próximo parágrafo.

Essa última segue o ciclo de quartas, que é o ciclo das quintas andando uma quinta para baixo de cada vez. Cada tônica fica uma quarta acima da anterior: B para E, E para A, A para D, D para G. Cada acorde puxa o seguinte, e por isso soa como algo que se encaixa. O ciclo completo num tom maior é 1 4 7° 3m 6m 2m 5 1 (G C F#° Bm Em Am D G em G), e as músicas costumam entrar nele no 3m ou no 6m.

Usando na banda

  • Fale o número. “Vai para o quatro” funciona em qualquer tom, e o tecladista e o baixista entendem a mesma coisa.
  • Sinais com a mão. Mostre com os dedos o número do próximo acorde. Combinem antes do show um sinal para menor e outro para bemol, porque não existe padrão.
  • O último refrão, um tom acima. A cifra continua dizendo 1 5 6m 4. A banda sobe tudo um tom inteiro: G D Em C vira A E F#m D. Ninguém precisa reimprimir nada.

No GraceNote

A notação Nashville vem desligada. Para ligar, abra uma música no modo palco, toque em Exibição e Estilo e, na aba Acordes, escolha Nashville em Notação. Os acordes viram números, ainda em cima das mesmas sílabas. A música não muda: volte para A-G quando quiser. A escolha vale para esta música; toque em Usar como padrão para todas as músicas para valer em todas.

Transponha a música e os números ficam onde estão, porque não dependem do tom. Os números contam a partir do tom da música, então confira o tom no editor se a cifra parecer estranha. A mesma folha tem Solfejo, para quem lê Dó, Ré, Mi.

Perguntas

O sistema Nashville é o mesmo que os números romanos?

Quase. Os números romanos mostram a qualidade com maiúsculas e minúsculas (I, ii, V). O Nashville usa números comuns e escreve o m depois (1, 2m, 5).

Preciso saber ler partitura para usar?

Não. Basta conhecer a escala maior do tom, e a tabela acima traz sete tons comuns.

Qual a diferença entre 7° e b7?

7° é o acorde diminuto do sétimo grau (B° em C). b7 é o acorde um tom inteiro abaixo do 1, em geral maior (Bb em C).

O GraceNote muda a minha música quando eu escolho Nashville?

Não. Ele só troca o nome dos acordes na tela. Volte para A-G e a cifra está como você deixou.

Falo “seis menor” ou só “seis”?

No papel, a marca de menor é obrigatória: um número sozinho quer dizer acorde maior, então escreva 6m ou 6-. O GraceNote escreve 6m. Falando, “seis menor” é a forma clara para músicos novos ou convidados. Muitas bandas que tocam juntas dizem só “seis”, porque 2, 3 e 6 são menores num tom maior, e só falam “seis maior” ou “dois maior” quando o acorde é alterado.

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